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Terça, 24 Outubro 2017 17:12

DESAFIOS E AVANÇOS PARA OS BATISTAS BAIANOS

Escrito por Convenção Batista Baiana
A Gerente de Comunicação e Marketing, Lidiane Ferreira, entrevistou o Secretário Geral da CBBA, Pr. Erivaldo Barros, sobre os desafios e avanços e as perspectivas para o trabalho batista na Bahia. Confira a entrevista publicada no jornal O Batista Baiano!
 
 
O BATISTA BAIANO: 2016 e 2017 têm sido anos de grandes desafios, principalmente na área econômica. Apesar da crise financeira no Brasil, a Convenção conseguiu executar vários projetos planejados. A que o senhor atribui essas realizações?
SECRETÁRIO GERAL: Praticamente todas as regiões do nosso estado foram afetadas pela crise. Como consequência, muitas empresas fecharam as portas e, assim, muitos dos membros das nossas igrejas perderam seus empregos, causando um impacto direto na receita das igrejas, influenciando também a Convenção Batista Baiana, situação que ocorreu também com as demais Convenções Estaduais. Apesar deste cenário ainda difícil, posso dizer que estamos equilibrados financeiramente, em dia com as obrigações, com compromissos com credores cumpridos e efetuando fiel e regularmente as obrigações com nossos funcionários, nossos missionários e nossas organizações. Atribuo esse equilíbrio, sobretudo, à graça, à misericórdia, à boa mão do Senhor sobre nós, que tem nos dado condições de mantermos os projetos que iniciamos, e também começarmos outros para servirmos melhor, e estarmos ao lado das nossas igrejas na Bahia. A credibilidade que a Convenção vem auferindo nestes últimos anos é proveniente do trabalho de ampliação do investimento missionário com nomeação de novos missionários e organização de novos projetos missionários; do zelo na administração dos recursos administrativos e financeiros sempre com austeridade e transparência; do trabalho de toda a liderança: Conselho, Diretoria, Secretário Geral, Gerentes, Diretores das Instituições, Líderes das Organizações, incluindo as Associações e apoio dos pastores e igrejas. Percebo que as igrejas têm confiado em nossos projetos com características de serem contemporâneos, visionários e bíblicos. Mas não posso deixar de perceber que a soma da fidelidade das igrejas que já caminham com a CBBA e que o investimento de outras, possibilitará um maior equilíbrio e mais avanço. Continuamos contando com as orações das igrejas e dos pastores, bem como o investimento e fidelidade quanto ao Plano Cooperativo, Campanha Missionária e PAM a fim de alcançarmos o orçamento proposto de 2017 e avançarmos muito mais em 2018.
 
OBB: Apesar das dificuldades no cenário econômico a CBBA, através da Expansão Missionária, nomeou novos missionários, alcançando mais cidades na Bahia, a exemplo de Iramaia, Pintadas, Teolândia, Presidente Dutra, Malhada de Pedras, Tanque Novo, entre outras. O que representa este avanço?
SG: A Gerência de Expansão Missionária, juntamente com a Secretaria Geral e o Comitê de Missões vem avançando nestes últimos anos atuando com paixão, estratégia e visão na realização da obra missionária. Esta Gerência é responsável por criar uma visão missionária para nosso estado, alinhando as ações e capacitando os missionários. Inclusive, nos últimos dois anos, foi definida a nova política de expansão missionária com as atribuições do Comitê; as categorias dos missionários, sua atuação, parametrização dos critérios de ingresso no quadro, prebendas, assistência à saúde; projetos missionários étnicos, além de reiterar em nossas igrejas a consciência de que elas é que realizam e promovem missões na Bahia. Desejamos viabilizar e ajudar as igrejas na execução da obra missionária, investindo em nossos missionários e criando alianças estratégicas com outros estados/países que queiram também investir na Bahia. O alcance destas últimas cidades faz parte da implementação desta visão. Ela só foi possível porque as igrejas investiram no Plano Cooperativo e na Campanha Missionária e também pela parceria com as Associações e as Igrejas-Mães na viabilização da implantação destes novos campos.
 
OBB: Com a ação da Gerência de Educação Cristã em afinidade com a Secretaria Geral, temos percebido melhores perspectivas nesta área para os batistas da Bahia. O que representa este novo momento da Educação Cristã para os batistas baianos?
SG: A Educação Cristã é essencial para nós batistas, pois objetiva o fortalecimento da doutrina bíblica, dos princípios batistas e dos valores familiares e sociais das igrejas. Graças a Deus, com a atuação de Magnoneide Matos (Meg) desde o ano passado, temos conseguido sonhar e agir na direção de planejarmos e oferecermos às nossas igrejas projetos e treinamentos nesta área. Tivemos recentemente um treinamento no STBNE em Feira de Santana, tratando do Projeto de Educação Cristã para Bahia Batista, passando pelo Plano Diretor da Educação Religiosa, envolvendo o projeto para aprimoramento da EBD nas igrejas batistas baianas, sobretudo visando desenvolver o anteprojeto da preparação da revista para EBD, com uma equipe de educadores e pastores que está sendo formatada. A expectativa é alinhar a visão doutrinária teológica dos batistas baianos. O resultado desse projeto será visto a médio e longo prazo, com discípulos seguros nos princípios batistas e bem orientados pela Bíblia Sagrada. Isso vai nos trazer líderes, pastores, missionários e professores com alinhamento muito estreito com aquilo que os batistas pensam. Por isso, a necessidade de avançarmos para, em médio prazo, oferecermos revistas às nossas igrejas, que trará efeitos positivos para os batistas na Bahia. Ainda dentro da Educação Cristã, temos planejado e iniciado capacitações em parceria com o STBNE (incluindo a pós-graduação em Educação Cristã), além de oferecermos treinamentos na perspectiva da visão bíblica de Igreja Multiplicadora e do Envisionar e outras capacitações continuadas necessárias e importantes para formação e reciclagem da liderança das nossas igrejas. 
 
OBB: Como está a parceria da CBBA com a Cristolândia?
SG: O sonho da Cristolândia na Bahia se concretizou em outubro de 2013 quando na IB Dois de Julho foi celebrado um culto com o início do projeto na própria igreja e com as fases seguintes em Abrantes e no CENTRE conforme convênio celebrado entre a CBBA e a JMN. Esta parceria nos termos estabelecidos no convênio se estendeu até março de 2017, quando por alguns fatores ocorreu o entendimento mútuo da necessidade da reconfiguração, o que incluiu a saída dos alunos do CENTRE, inclusive pelo fator de risco e perigo que tomou conta do Acampamento a partir deste período. Prosseguimos fomentando e empenhando apoio quanto ao avanço das unidades deste projeto de restauração e recuperação de vidas em Salvador, Região Metropolitana e no interior da Bahia e no futuro poderá ocorrer o retorno do Projeto ao CENTRE, com redefinição dos termos do Convênio.
 
OBB: O senhor citou o Acampamento Batista Baiano Ovídio Aranha (CENTRE) e o difícil momento que estamos enfrentando. Nos informe como está a situação no momento e as ações neste sentido.
SG: O Acampamento Batista Baiano Ovídio Aranha (CENTRE) é um espaço estratégico de acampamento, treinamento, inspiração e comunhão que tanto abençoa aos batistas e aos que o frequentam. Nos últimos três anos, passamos a investir mais, especialmente no refeitório 1, na piscina, construindo um deck que valorizou muito este espaço de lazer, enquanto núcleo do Acampamento, e também em algumas acomodações, incluindo alguns chalés e casas, colocando forro e tentando melhorar as instalações. Estávamos ampliando este investimento, conforme ocorreu no segundo semestre de 2015 e primeiro semestre de 2016, inclusive trabalhando para aumentar as receitas através das locações, a fim de termos mais condições de investir no próprio Acampamento e também pensando em como utilizar melhor o espaço. Quanto a isto, os pastores batistas baianos que estiveram no acampamento em janeiro de 2017 constataram esta realidade, bem como a liderança da UFMBBA e as igrejas que acamparam durante o período de carnaval. Tínhamos uma agenda bem recheada de acampantes para o primeiro semestre e início do segundo. Contudo, uma onda de assaltos a mão armada que se iniciou no final de fevereiro e seguiu durante março e abril, nos fez suspender os agendamentos, tendo em vista a preservação da integridade física dos acampantes. No primeiro momento, colocamos segurança particular no Acampamento, o que ficou inviável pelo alto custo e por não termos receitas para esta finalidade. Inclusive, tínhamos a expectativa de recuperar o investimento feito no período anterior e podermos continuar avançando. Infeliz e lamentavelmente este quadro de assalto e violência se agravou na região do Areal em Barra do Pojuca, onde se localiza o CENTRE, sobretudo com a morte de um líder de facção do Areal, o que ensejou a abordagem de outras duas facções que passaram a circular no CENTRE com brigas entre si e investidas na comunidade. Apesar dos registros de todos os Boletins de Ocorrência, incluindo as abordagens a mão armada e com violência sofridas por nosso caseiro, não houve repressão por parte da Polícia Civil e da Policia Militar como esperado. A comunidade sofrendo com reiteradas casos de assaltos e violência, afora os confrontos entre os próprios marginais ensejando algumas mortes, Decidimos propor à corporação da PM BA uma Parceria Público-Privada, disponibilizando a casa de entrada para a instalação de um Pelotão, uma Base ou uma PETO. Encaminhamos ofícios para o Comando de Arembepe, da Região Metropolitana e do Comando Geral, ofícios estes protocolados e registrados. Tivemos algumas reuniões nestes três Comandos, contando com o empenho da diretoria da CBBA, com alguns deslocamentos do Presidente Pr. Adelson Brandão de Jequié para Salvador com esta finalidade e da Ordem dos Pastores da Bahia na pessoa do seu presidente, Pr. Edson Silveira. Por fim, estamos aguardando um retorno e agendando uma reunião com o Comandante Geral e com o Secretário de Segurança para verificarmos a possibilidade desta parceria que, ao tempo que colaborará com a segurança do CENTRE, permitirá que a comunidade do Areal em Barra do Pojuca saia desta calamitosa e desesperadora situação de violência e insegurança que se abateu sobre esta região. Neste ínterim, lamentavelmente, os marginais e alguns dependentes químicos investiram em roubos e furtos das casas, suítes, cabanas, auditórios e cozinhas, inclusive levando bens, até mesmo forro e instalações elétricas, algumas portas e janelas, inclusive do deck e banheiros da piscina. O que pudemos guardar na casa principal que gradeamos, incluindo as bombas da piscina, fizemos. Também colocamos uma ronda de policiais civis (com um acerto financeiro de custo possível) para fazer varreduras, sobretudo com a finalidade de não ocorrer invasões dos marginais. Naturalmente, inibir os furtos e roubos não é tão fácil, já que estes agentes não estão todo o tempo no Acampamento, mas tem pelo menos inibido maiores ações e feito abordagens com ação de repressão, quando encontram alguém dentro da propriedade. Neste tempo, também temos visto a possibilidade de arrendamento de parte da propriedade para investir no próprio Acampamento, dando condições dele funcionar com qualidade e atender as necessidades dos acampantes, sobretudo fazendo valer o propósito do CENTRE. Pedimos aos batistas baianos que orem intensamente e clamem ao Senhor por uma solução para esta difícil situação e, caso alguém tenha alguma sinalização, nos ajudem. Estamos confiando em Deus e trabalhando para que esta situação seja resolvida e possamos voltar a sonhar com o CENTRE cumprindo sua finalidade e tendo recursos para melhorar sua funcionalidade.
 
OBB: No mês de novembro/2017, o pastor completa quatro anos na Secretaria Geral da CBBA. Compartilhe como tem sido esta experiência e como tem visto Deus agir entre os batistas baianos.
SG: Há uma percepção e uma consciência muita clara minha e da minha família que Deus reservou este tempo para servirmos nesta função de abençoarmos e sermos abençoados pelos batistas baianos. Os batistas baianos são acolhedores e amáveis, comprometidos com o Senhor Jesus e com seu Reino, apaixonados e dedicados à obra missionária através do investimento e da disposição. Neste tempo, temos viajado por todo o estado (já percorri mais de 435 mil quilômetros), visitando centenas de igrejas, congregações e campos missionários. Tenho pregado em Assembleias das Associações, aniversários e congressos das igrejas, participado de concílios e organizações de igrejas, inclusive com a alegria de recebermos no rol da CBBA neste período dezenas de novas igrejas e acompanhar a abertura de dezenas de novas congregações. Somos hoje mais de 175 mil batistas na Bahia, em 669 igrejas e 531 congregações  Estamos empenhados em até 2020, alcançarmos todas as cidades da Bahia com ao menos uma igreja da CBBA. Nossas Assembleias têm sido muita edificação e comunhão, com espaço para inspiração, capacitação e deliberações propositivas e proveitosas. Temos desfrutado de reuniões do Conselho muito produtivas e proativas no sentido de planejar, avaliar e aprovar as ações para avanço do trabalho batista na Bahia. Nosso escritório encontra-se saneado, com a aplicação dos princípios da austeridade, transparência e saudável convivência bem presentes (convidamos aos que puderem nos visitar a fazê-lo). Há muito ainda por realizar e, na dependência do Senhor que nos chamou e tem-nos capacitado, avançaremos ainda mais, com Sua graça e para Sua glória, alcançando e edificando vidas.
 
OBB: O que os Batistas Baianos podem esperar para o futuro?
SG: A CBBA pertence às igrejas batistas da Bahia. As igrejas batistas baianas idealizaram e organizaram a CBBA há mais de 100 anos. A razão primeira e última da Convenção Batista Baiana é diretamente a própria igreja. A Convenção não existe por e para ela mesma. Ela é aliada e serva das igrejas no cumprimento de seus objetivos de ir por todo mundo, a partir da Bahia, e pregar o evangelho da graça salvadora de Jesus Cristo às pessoas. Estamos avançando no cumprimento da nossa missão, que abrange o discipulado, a partir da área missionária, passando pela área educacional e também pela área social. Os batistas baianos podem esperar o mesmo total comprometimento da CBBA neste sentido. Em unidade, queremos avançar na dependência do Senhor através da oração, pois sem a presença e a direção Dele nada poderemos fazer; na plantação de novas igrejas; na multiplicação de discípulos; nos relacionamentos discipuladores; na evangelização intencional e relacional; na capacitação e formação de novos líderes e no fortalecimento da identidade e firmeza bíblica e batista. Os batistas baianos podem esperar da CBBA muita dedicação, empenho e ações que visem cumprir sua missão e sua finalidade.
 
 
 
Última modificação em Terça, 24 Outubro 2017 17:34

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